23/11/2017

5.947.(23noVEMbro2017.8.8') Michel Giacometi

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Nasceu a 8jan1929, na Córsega
e morreu a 24noVEMbro1990, em Faro
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Filmografia completa
http://www.michelgiacometti.com/
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Várias recolhas:
https://www.youtube.com/watch?v=nwcGukMkR8I&list=RDnwcGukMkR8I&t=8
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Ver Museu do Trabalho
em Setúbal

De origem francesa, Michel Giacometti viveu em Portugal durante mais de 30 anos. O etnólogo dedicou-se e viveu para o povo, defendeu a identidade das culturas e das nações e acreditou nas minorias.
Michel Giacometti, de origem francesa, rendeu-se aos encantos de Portugal, onde viveu até morrer, desde o momento em que chegou em 1959, dedicando-se, desde então, à investigação da música popular.

Nascido em Ajaccio, na Córsega, em 1929, Michel Giacometti foi criado por um tio, funcionário colonial da rota do Império Francês.

Desde muito novo que as aventuras – ou desventuras - começaram a persegui-lo. Apenas com três anos de idade foi raptado por uma tribo, sendo salvo por Herratin, uma criada negra descendente de antigos escravos.

Enquanto estudante fundou várias revistas e esteve ligado a atividades culturais. Foi poeta, crítico de arte, ator e diretor de uma companhia teatral.

Expulso de todas as universidades francesas, por um período de cinco anos, por participar numa greve contra a discriminação dos árabes na vida pública de Argel, Giacometti decidiu viajar, chegando a frequentar as universidades de nove países, exercendo, ao mesmo tempo, mais de três dezenas de profissões para poder subsistir e financiar os estudos.

Após a diáspora, regressou a Paris, terminando o curso de Letras e Etnografia, na Universidade de Sorbonne.

“Mediterranée 56” é o nome da missão que criou, a seguir à conclusão da licenciatura, com o objetivo de investigar as tradições populares de todas as ilhas do Mediterrâneo. A dimensão do projeto, contudo, obrigou-o a considerá-lo como um fracasso, mas, por outro lado, com os conhecimentos antropológicos que adquiriu, passou a ter um curriculum invejável.

A descoberta de Portugal dá-se em 1959, ao decidir fixar-se em Bragança, quando lhe diagnosticaram tuberculose e recomendaram um clima mais propício à cura. O casamento com uma portuguesa influenciou a escolha, iniciando, então, a investigação musical no Nordeste Transmontano.

Giacometti recolheu informações etnográficas em mais de 600 freguesias, apesar das dificuldades financeiras por que passou, que o forçaram a dormir em pensões degradadas, choupanas de pastores, na casa de um contrabandista e, inclusivamente, na rua.

Apesar da dedicação e da enorme qualidade da compilação musical que possuía, das mais ricas da Europa Ocidental, nunca chegou a viver deste trabalho.

Os conhecimentos que possuía permitiram-lhe fazer programas de rádio para estações europeias e, durante três anos, realizou, para a RTP, “Povo que cantas”. A inspiração para o título foi buscá-la à letra de uma cantiga da resistência espanhola que diz que “pueblo que canta no puede morir”.

“Antologia da Música Regional Portuguesa”, uma coleção de cinco discos, feita com a colaboração do compositor Fernando Lopes-Graça, e o “Cancioneiro Popular Português”, editado pelo Círculo de Leitores, são algumas das obras de maior valor de Michel Giacometti.

Para ter algum desafogo económico teve de vender o espólio que detinha, como a coleção dos arquivos sonoros, a biblioteca particular e instrumentos musicais, estes últimos adquiridos pela Câmara Municipal de Cascais.

Por coincidência, Giacometti, que pertenceu e viveu para o povo, que acreditou nas minorias e defendeu a identidade das culturas e das nações, viu pela primeira vez a luz do dia a cem metros da casa onde nasceu Napoleão Bonaparte.

Michel Giacometti morreu em 1990 e foi sepultado, como desejava, no país do coração: em Portugal, mais precisamente em Peroguarda, no concelho de Beja.

O Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, não existiria sem o valioso contributo do etnólogo corso, que, em 1987, ajudou na elaboração da exposição “O Trabalho faz o Homem”, a primeira daquele espaço cultural.

Museu do Trabalho Michel Giacometti
O Museu do Trabalho Michel Giacometti, fundado em 1987, reúne um importante espólio, a coleção etnográfica Michel Giacometti e peças relacionadas com os ofícios tradicionais, atividade marítima, construção naval, mundo rural e indústria conserveira.
O museu está instalado numa antiga fábrica de conservas, a Perienes, cujo edifício foi adquirido, em 1991, pela Câmara Municipal.
Quatro anos mais tarde, após várias obras de remodelação, no dia 18 de maio de 1995, data da inauguração, o Município atribuiu-lhe o nome de Museu do Trabalho Michel Giacometti.
Este espaço, que tem por finalidade o estudo, a preservação e divulgação de técnicas e conhecimentos relacionados com o mundo do trabalho, engloba uma galeria de exposições temporárias e áreas polivalentes para animação.
No dia 11 de maio de 2002 foi inaugurada a exposição permanente “Mercearia Liberdade – Um Património a Salvaguardar”, reconstituição de um estabelecimento de Lisboa, cujo espólio foi doado pelos proprietários à Câmara Municipal de Setúbal.

Fontes: Público Magazine, agosto de 1990; www.terravista.pt/guincho/1452/michel.htm;
Documentação cedida pelo Museu do Trabalho Michel Giacometti; Guia de Museus Costa Azul, 1996
http://www.mun-setubal.pt/pt/pagina/michel-giacometti-1929-1990/127
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a extraordinária carvalhesa da Favante...
https://www.youtube.com/watch?v=68bdmfprNm4
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o extraordinário trabalho dos alcobacenses
Gonçalo Tarquínio, Rita Pimenta, Daniel Bernardes e Mário Marques

Publicado a 12/03/2013




Rondó da Carpideira é um espetáculo multi-disciplinar de homenagem ao trabalho de Michel Giacometti com base nas suas recolhas etno-musicais em Portugal, apresentadas no programa de televisão "Povo que Canta". Criado pelos músicos Mário Marques - Saxofonista, Daniel Bernardes -
https://www.youtube.com/watch?v=TbMonOIKncs

4.458.(23noVEMbro2017.7.7') Bento de Espinosa

24noVEMbro1632 - Nasce, em Amesterdão, o filósofo Bento Espinosa, judeu de origem portuguesa.  

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Morte: 21 de fevereiro de 1677 (44 anos)

Ocupação: Filósofo

Biografia: Bento de Espinoza foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdão, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.
Mente e corpo são um só. (Baruch Spinoza)
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Baruch Spinoza ou Espinosa, ou Espinoza (1632-1677) nasceu em Amsterdã, Holanda. John Locke nasceu no mesmo ano. Spinoza era de uma família tradicional judia, de origem portuguesa. Sua família emigrou porque os judeus estavam sendo perseguidos. Seu pai era um comerciante bem sucedido e abastado. Spinoza gostava de estudar e ficava na sinagoga. Era um dos melhores alunos. Aprendeu a Bíblia Sagrada e o Talmund. Então foi para uma escola particular, onde conheceu o latim. Pôde então ter um estudo mais abrangente. Leu sobre a identificação de Deus com o universo, sobre a associação da matéria com o corpo de Deus. Se interessou muito pela filosofia moderna, como Bacon, Hobbes e Descartes. Então foi acusado de heresia, por se mostrar irredutível em suas opiniões.
Spinoza fez uma análise histórica da Biblía, colocando-a como fruto de seu tempo. Critica os dogmas rígidos e rituais sem sentido nem poder, bem como o luxo e a ostentação da Igreja. Por suas opiniões, um homem tentou matá-lo com um punhal. Escapou graças à sua agilidade. Ofereceram uma pensão para ele manter fidelidade à sinagoga e Spinoza recusou. Foi então excomungado, em 1656. Amaldiçoaram-no em ritual. Depois disso, viajou pela Holanda. Os judeus não falavam com Spinoza, mas os cristãos sim. Apesar disso, não se converteu ao cristianismo. Seus familiares quiseram deserdá-lo. Lutou pela herança do pai e ganhou a causa. Mas recusou a recebê-la, só queria fazer valer seus direitos.
Spinoza era meio frágil, pois seus pais eram tuberculosos. Viveu uma vida modesta, frugal e sem grandes luxos. Se sustentava com algumas doações e com o dinheiro de polidor e cortador de lentes ópticas. Mantinha uma relação com amigos e admiradores, e discutia suas idéias. Se correspondeu bastante. Era de altura mediana, pele escura, cabelos escuros e encaracolados e feições agradáveis. Segundo Colerus, se vestia descuidadosamente. Suas principais obras são: Tratado político, inacabado; Tratado da correção do intelectoPrincípios da Filosofia CartesianaPensamentos Metafísicos;que veio de curso particular que deu sobre Descartes, e sua obra prima:  Demonstrada pelo método geométrico. Algumas obras suas foram incluídas no Index de livros proibidos. Foi preso sob acusação religiosa e morreu na prisão, aos quarenta e quatro anos.
A vida de Spinoza foi marcada pela sua concepção de Deus. No Tratado teológico político defende uma interpretação da Bíblia diferente da visão dogmática de judeus e cristãos. Diz que a Bíblia está no sentido figurado. Spinoza atacou a falsa noção que se tem de Deus e da espiritualidade. Mair tarde, identificou isso como um erro da mente diz como escapar no Tratado da correção do intelecto. Ainda no Tratado teológico político, diz que as massas tendem a associar Deus com fenômenos extraordinários, que não ocorrem comumente na natureza. O ponto principal do pensamento de Spinoza é a comunhão entre Deus e a natureza. Spinoza critica a  porque ela está alimentada pelo medo e a supertição. Devemos fazer uma interpretação racional da Bíblia. A diferença entre filosofia e  é que a primeira busca a verdade e a sugunda precisa da obediência para ser realizada. Spinoza saiu da sociedade. Desde que foi excomungado, viveu à parte. Isso implica buscar vivências incomuns às galerias. Spinoza buscou a espiritualidade racionalista, é profunda sua cultura e é clara sua visão de assuntos que estão fora da subjetividade, e envolvem um conhecimento complexo, conhecimento este que nos dias de hoje são marcado pela banalização cultural e a ideologia deturpada pelas derrotas sucessivas. Desse modo , Spinoza, numa época ainda pura nos conceitos, fala de Deus, da alma e da mente. A  e o Estado devem estar subjugados à eles. Spinoza não acreditava na divindade de Cristo, mas o colocava como o primeiro entre os homens. Spinoza, na mesma época que Locke, defendeu o liberalismo político. Para ele, direitos naturais são as regras do ser. Somos forçados a obedecer as leis naturais, que são divinas e eternas. A ajuda mútua é necessária e útil. Sem ela, os homens não poder viver confortavelmente nem cultivar seus espíritos. O objetivo do Estado não deve ser tirânico (como em Hobbes) mas libertário. O direito natural em Spinoza é compatível com a democracia: é nas grandes massas que a natureza humana melhor se manifesta
Nos seus Pensamentos Metafísicos Spinoza trata dos entes e afecções de um ponto de vista metafísico. Ente é tudo o que existe. As quimeras e o Entes que a razão produz através da representação não são entes. As representações estão dividas em categorias como gênero, espécie, etc. Essa classificação do real ajuda a memória a reter as representações. Descartes influenciou Spinoza, que desenvolveu alguns assuntos do filósofo francês. Spinoza comenta as noções cartesianas de Deus e suas substâncias: o pensamento e a extensão, que existem separados. Spinoza era monista. Pensamento é uma extensão da substância primoridal, Deus. A diferença é que Descartes explora o lado gnosiológico, da fundamentação e origem do conhecimento. Spinoza vai para o lado ético, em busca da verdade e do sentido da vida. O racionalismo de Descartes parte em direção à , o de Spinoza, que defendia Deus como única substância, parte para a imanência. Spinoza vai ao microscópico, Descartes vai ao macroscópico.
Spinoza diz que percebemos o tempo e o espaço (como mais tarde definiu Kant) usando a medida para essas duas extensões. A medida é usada para explicarmos as coisas. Ele explica que a realidade é uma coisa muito mais vasta do que as categorias humanas de entendimento podem conhecer. Isso porque existe a essência. O povo que percebemos confunde o real com a razão, e o filósofo, numa postura investigativa, não pode se deixar enganar. O ente da razão não existe fora da mente.
Deus é o único ser em que a essência coincide com a existência. Isso não acontece com os outros seres. É a causa última de tudo, e as coisas estão em Deus. Essa é uma noção panteísta. E Deus é perfeito. Conhece a si e a tudo objetivamente. As coisas só tem essências na medida em são atributos de Deus. Spinoza desenvolverá isto no Ética. A parte divina do ser é a essência. A essência, a potência, a existência e a idéia só se diferenciam mas coisas criadas. A existência e a essência, nas criaturas humanas,diferem uma da outra por causa da razão. Spinoza chama de afecções aquilo que Descartes chama de atributos. Os entes são afecções de Deus. Dependem dele. Spinoza queria que víssemos as coisas sob o ponto de vista da eternidade. Devemos considerar o mundo objetivo em si, fora das noções subjetivas. Eternidade é o atributo sob o qual concebemos a existência de Deus, como diz nos Pensametos metafísicos. Eternidade é a junção de essência e existência. O tempo pertence à razão, é um mode de pensar a pluraridade também, pois tudo é Deus, e ele é Uno.
Como Descartes, Spinoza fala que temos a noção clara do que é verdade, pois ela é certa e suprime toda a dúvida. Spinoza fala que o bem e o mal são pareceres, que só existem nas relações. Mas reconhece como bom e na Ética, diz que certas coisas nos são agradáveis, e nos esforçamos para que elas sejam frequentes. Mas uma coisa tomada em si não nem boa nem má.
Deus é imutável, porque não pode mudar e ser outro Deus. Na natureza tudo são substâncias e seus modos. Deus é simples, a grande substância. Spinoza refuta as distinções do Aristotelismo sobre Deus.
A vida pode ser de dois modos: com uma alma unida ao corpo, e apenas corporal. Tudo está vivo, porque tudo está em Deus e ele é vivo. Spinoza era contra a visão antropocêntrica da divindade. Deus conhece as coisas que criou. Dessa forma conhece os pecados. Mas os pecados só existem na . Assim , Deus não ama nem odeia os homens. Mas tem seus decretos. É por decreto que ele incita e encoraja os homens.
A onipotência de Deus é dividida em absoluta e ordenada, ordinária e extraordinária. A ordinária é aquela que dá ordem e conserva o mundo. A extraordinária vai contra essa ordem,como no caso dos milagres. Além de ter criado o mundo, Deus o conserva a cada instante.
Apesar de admitir que a potência de Deus também pode destruir, Spinoza afirma que a alma humana é imortal. Pois uma coisa incorpórea não pode destruir-se, nem pode ser destruida por uma coisa criada.
Deus tem muitas leis que estão acima do intelecto humano, e quando esse as vê, parecem milagres. Deus está acima da natureza percebida pela razão. A vontade humana é o seu intelecto.
As riquezas, quando buscadas, absorvem todo o ser do homem, diz Spinoza no Tratatado da Correção do Intelecto.O homem gosta de paixão e dos prazeres, mas a eles sobrevém a tristeza. Os prazeres riquezas e honras devem ser um meio, não um fim. Devem existir apenas no necessário para manter aboa saúde.
Spinoza achou quatro tipos de percepção:
A primeira é arbitrária; a segunda vem da experiência; na terceira a essência de uma coisa é tomada pela de outra. Por exemplo quando se acha que o universal sempre é acompanhado de uma propriedade. Não é adequada. A última percepção é a da essência.
Para o melhor modo de perceber, temos de ver quais os meios para conseguirmos nosso fim .
1º temos de conhecer a natureza das coisa e a nossa, para aperfeiçoá-la.
2º temos de deduzir as diferenças e as concordâncias das coisas.
3ºtemos de ver o que essas coisas poder sofrer.
4º temos de associar isso com a natureza e a potência das coisas.
Assim Spinoza, com um estilo que lembra o de Bacon, descreve seu método para melhor percebemos. E chega a conclusão que a melhor percepção é a da essência.
Para começar a se corrigir o intelecto precisamos “continuar conforme a norma de alguma idéia existente e verdadeira e investigar segundo suas leis certas.” Devemos saber distinguir a idéia verdadeira dentre as idéias falsas. Durante seus escritos, Spinoza imagina objeções à sua argumentação (que seriam feitas pelos leitores) e responde à elas. Enfrenta o adversário no campo do adversário. Assim é com filósofos e outros teólogos. Também fala contra os ignorantes, que ele chama de vulgo, ou os não-iniciados. O vulgo não consegue entender a filosofia porque não sabe o que lhe sucede, está sujeito às marés das paixões, e por isso cheio de preconceitos.
Spinoza diz que temos mente, em maior parte, idéias verdadeira (apesar de existirem os entes da Razão, que são falsos) Pois não podemos supor uma idéia falsa como verdadeira. Não devemos considerar como o verdadeiras coisas da imaginação, que estão no intelecto. Spinoza rse contrasta a Descartes, dizendo que devemos considerar como verdadeiras as coisas da natureza, pois não existe nenhum Deus enganador.
Spinoza fala da memória, mostrando que separamos as coisas por categorias e que se imaginamos um item dessa categoria em separado, visualisamos bem os detalhes, mas ao misturarmos o que estamos lembrando com outras memórias da mesma categoria, o pensamento se torna confuso. A memória é a “sensação das impressões do cérebro junto com o pensamento de uma determinada duração da sensação”.
O Livro Ética demonstrada pelo método geométrico tem uma estrutura clássica, baseado no modelo do matemático Euclides. Dessa forma , temos definição , axioma, preposição demonstração, escólio e corolário. Com esse método, Spinoza queria refutar outros. Esse método por muitos é considerado chato e difícil. Como diz Will Durant, não é para ser lido, mas estudado.
Uma coisa é finita quando podemos limitá-la por outra semelhante. A substância é independente, em si. Há três termos básicos no livro: substância, modo e atributo. O atributo é o que o intelecto percebe da substância. Como vimos, o intelecto precisa ser corrigido para não ser limitante. Deus é absolutamente infinito. Deus é uma substância que não remete a ninguém, exceto à ela mesma é que possui inumerós atributos. Cada atributo tem infinitos modos.
A liberdade é um estado de ser, quando se existe por si, e necessário quando determinado por outras coisas. A eternidade transcende o tempo, é verdade eterna sem começo nem fim. Essa noção recorre a . Toda causa tem um efeito. Deus é causa primordial que tem inúmeros efeitos. A diversidade de substância é infinita, cada uma é única.
Deus é imanente ao mundo. Para Descartes é transcedente. Existe necessariamente, pois existir é ter potência. E se há potência há alguém para irradiá-la. Na consciência fora de Deus, como Spinoza já expôs nos Pensamentos Metafísicos a existência não envolve a essência. Deus tem intelecto no ato, não em potência. Muitos consideram que Spinoza diz que Deus não tem intelecto, mas Spinoza coloca que o intelecto de Deus são suas ações.
Os homens agem ser conhecer as causas de seus atos. As coisas são atributos e afecções de Deus. O corpo exprime determinadamente parte da essência de Deus, na extensão. A alma é uma coisa pensante (nesse ponto concorda com Descartes, mas ao colocar a alma como substância não). A duração é a continuãção da existência. Deus pensa, é extenso, tem idéia da sua esência e do que se segue à ela. As coisas estão compreendidas na essência da idéia infinita de Deus. Ele é a causa de tudo, substância incriada, onipotente e onisciente.
As coisas ficam marcadas na alma, além do intelecto. A memória é uma rede de representações associativas dos objetos. Deus conhece a alma.E a alma conhece à Deus. O pensamento é um atributo divino. A alma não conhece a si mesma, e conhece sem adequação o corpo. A alma não tem vontade nem é livre.Todas as idéias que se referem à Deus são verdadeiras. A mente humana é disposta de tal forma que pode funcionar ordenadamente. Com um certo número de imagens, expressando esse número, há “embaralhamento”. Quem tem uma idéia verdadeira, o sabe sem dúvida. Spinoza, desenvolvendo seu lado racionalista diz que a razão percebe a coisa em si e a eternidade, que são comuns à todas as coisas. A mente humana é uma parte do intelecto infinito de Deus. Conhecer Deus eterno e infinito nos ensina a nos conduzirmos perante o dinheiro, coisas fora de nós, suportar a vida, não desprezar, não expôr ninguém ao ridículo, não odiar. A moral de Spinoza parte de sua metafísica.
O corpo humano pode ser afetado de diversas maneiras, e sua potência aumentada e diminuída. A alma pode ser passiva ou ativa. As idéias adequadas existem em Deus, são ativas. O corpo humano é mais engenhoso que as máquinas.
Os homens falam demais. A ética de Spinoza tem uma frase: “o esforço para compreender é a primeira e única base da virtude.” Existem contrários, que não coexistem num mesmo sujeito. Como as emoções são marcadas na alma, Spinoza dá importância para coisas que parecem óbvias, mas são um elo de um intrínseco pensamento. As emoções conscientes, como gostar de alguma coisa, tem de ser seguidas por querer que essa coisa se repita. O primeiro contato com uma coisa importante, pois sempre associaremos ele. As coisas se esforçam para se perseverar no seu ser. As coisas singulares são manifestações da potência de Deus. A alma é causa do corpo, que é proporcional à ela. Quero dizer, estão unidos e mantém relação.
Para Spinoza, a paixão e perfeição relacionadas com tristeza e alegria constituem a idéia que envolve a essência. A alma repugna imaginar coisas que diminuem sua potência. O amor e alegria remetem à idéia de uma coisa exterior. Assim também é com o ódio e a tristeza. O amor gera amor e o ódio, ódio. O bem é aquilo que é útil, e o mal inútil. O amor faz parte do amor infinito pelo qual Deus ama a si mesmo. Spinoza, como Nietzsche, não aprovava a humildade. Dizia que ela provinha da contemplação da própria fraqueza.
Spinoza influenciou muito a filosofia posterior. Hume cita-o. Não gozou de muita reputação , mas sim desprezo, até que Lessing afirmou não existir outra filosofia senão a de Spinoza. Junto com Fichte e Kant, foi fundamental para Hegel e Schelliing. Nietzsche admirava-o, apesar de discordar. O spinozismo foi inicialmente rejeitado, mas depois, no século XIX foi reabilitado. Influenciou Marx e Freud, que tinham uma visão naturalista do mundo.
LINKs

http://www.consciencia.org/spinoza.shtml
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https://razaoinadequada.com/filosofos-essenciais/espinosa/
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"Mente e corpo são um só."
"A mente humana é parte do intelecto infinito de Deus"
https://www.pensador.com/autor/bento_de_espinosa/
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QUEM VIVE DIRIGIDO PELA RAZÃO, SE ESFORÇA, TANTO QUANTO PODE, POR COMPENSAR PELO AMOR E PELA GENEROSIDADE, O ÓDIO O DESPREZO QUE TEM OUTREM POR ELE.

 

bento-de-espinosa
Bento De Espinosa

"O arrependimento é um segundo pecado." 

https://quemdisse.com.br/frase/a-felicidade-e-a-compreensao-logica-do-mundo-e-da-vida/97870/

21/11/2017

3.992.(21noVEMbro2017.7.7') Columbano Bordalo Pinheiro

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Nasceu a 21noVEMbro1857, em Lisboa...
e morreu a 6noVEMbro1929
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a pintura dele
com música de Chopin
https://www.youtube.com/watch?v=ctAIaussHSE
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Segundo Diogo de Macedo (Seara Nova, 1933), Columbano terá dito, um dia: 
«a gente se retrata em tudo o que faz! … Passamos a vida a confessar-nos … não acha?»
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correio da manhã...fev2007
Columbano, o artista que teve um único amor
Columbano, o artista que teve um único amor Columbano Bordalo Pinheiro não é só a avenida de Lisboa que desemboca na Praça de Espanha. Quem deu o nome à avenida foi um dos maiores pintores portugueses, conhecido principalmente pelos retratos – reproduz-se nesta página o que, no fim da vida, fez de si mesmo – e representações de cenas da vida da burguesia lisboeta. Era, segundo deixou escrito o escultor Diogo Macedo, “misantropo, fechado em si mesmo, dado a análises exaustivas e a dissecações cruéis. Teve apenas um grande amor - a pintura”. Columbano Bordalo Pinheiro nasceu há 150 anos, efeméride que o Museu do Chiado (rua Serpa Pinto, n.º4) celebra inaugurando, na próxima quinta-feira, dia 15, uma exposição de 68 pinturas e 22 desenhos do mestre

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mais-cm/domingo/detalhe/columbano-o-artista-que-teve-um-unico-amor
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A imagem do artista. O auto-retrato

Columbano, fixa, em 1885, no retrato colectivo do Grupo do Leão, testemunho cúmplice de camaradagem artística e Manifesto Pictórico do Naturalismo em Portugal, muitos dos seus heróis e protagonistas, além de ele próprio. Aí, Columbano deixa transparecer um certo narcisismo que transmitiu, por volta de 1904, a um novo Auto-retrato, visto em contre-plongée. O rosto apresenta uma dignidade altiva, lembrada de Van Dyck que transporta em si os signos da situação social do artista, reconhecido entre os seus pares como o mais importante pintor do período.
Do mesmo modo, o Auto-retrato (1927) pertencente à colecção da Galeria degli Uffizi/Palazzo Pitti  impõe-se pelo seu realismo estrutural e atitude de uma orgulhosa dignidade, correspondente à consciência do seu reconhecido mérito.
Este tempo mental do século XX já não era, porém, o seu. Como tal, o seu universo
espectral revelou-se derradeiramente num último e significativo Auto-retrato (1929) que deixou inacabado, quando a morte o surpreendeu. Já não houve tempo para lhe acrescentar a figura da mulher, e dele restou uma pose de Dandi, numa pintura diluída onde apenas avulta o rosto, presença fantasmática de um tempo que era, então, o da Ditadura Militar, pondo termo aos ideais republicanos que sempre haviam norteado a sua vida. R.A.S.
(...)
O Intimismo
A excessiva carga mediática e o exigente trabalho de retratista a que Columbano se dedica acentua o gosto por uma representação de cenas de interior como espaços evasivos, distantes de polémicas.
A obscuridade destas pinturas acentua o carácter concêntrico da temática, a partir de uma imaginária zona da casa de família, o não-lugar, neutralizado por sombras e por um inventário de referentes concretos. A chávena de chá, o samovar, o prato, os objectos de cobre, constituem pontos de tensão que dissipam a importância de identidade da figura retratada. A apresentação emotiva ou alegórica dos objectos elege uma
ambivalência espacial e os frutos, os jarros e as travessas, aproximam-se do espectador como se representassem a essência das coisas, em momentos “insignificantes” que apenas o autor entende.
Mulher e frutos (Femme et fruits), pintura de interior doada pelo autor ao Musée du Luxembourg, destaca a natureza-morta e o estatismo da figura, enquanto que Frutos de Outono aponta a expressividade do rosto de Emília, sua mulher. Frequentemente representado, suspenso na densidade das sombras, simula um fugitivo movimento sugerido pela ausência do corpo.
Esta estética intimista surge como uma espécie de manifesto a uma modernidade, decorrente de um realismo estrutural, perceptível em toda a sua produção. Columbano combina a coexistência da objectividade com uma subjectividade expressiva, geradora de narrativas específicas, ou seja, o artista cria singulares espaços, resultantes de uma associação entre a sua ideia do real e o fantástico. M.A.S.
A expressão da modernidade

A partir de 1911, Columbano ultrapassa os limites do realismo, considerando que a aceitação e manifesta reputação de retratista, tal como a sua participação na vida cultural do país proporcionam uma maior liberdade pictórica, tanto na adaptação aos modelos e à sua psicologia, como nos modos de representação. Na sua expressão da modernidade, o salto alongou-se para algo naturalmente espectral, na denúncia ousada de uma sociedade que se espelha em fisionomias lívidas e “tipos incompletos, almas aos pedaços”.
Surgem retratos expressivos e inquiridores, definidos por linhas fisionómicas duras sobre tons gerais neutros, numa representação dramática, próxima das correntes expressionistas que se esboçam nos começos de novecentos. O carácter ambíguo das pinturas pontua uma aparente tranquilidade de pose e a expressividade das suas fisionomias, em rostos marcadamente desiludidos ou energicamente perspicazes, num
individualismo expressivo que transpõe os limites da realidade e do que se entendia por “verdadeiro”, mas também os da arte nacional.
O estudo das fisionomias, consumidas por uma luz que se impõe num específico protagonismo, serve Columbano na pesquisa de uma realidade interiorizada, através de traços e contracções expressivas, de rostos triangulares, olhos rasgados e linhas rosadas, em pormenores do rosto, numa visão dinâmica do retratado como expressão da sua modernidade. M.A.S.
http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/programacao/792
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Columbano Bordalo Pinheiro, mestre do retrato

É ele o autor de poderosos "retratos psicológicos" tirados a importantes personagens de um país em mudança. Na viragem do século XIX, Portugal está nos quadros de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), pintor intimista e "observador de almas".

Pintou paisagens, temas históricos, naturezas mortas mas foi como retratista que o seu génio se distinguiu e fez único. São dele os retratos mais expressivos e densos das grandes figuras do início do século XX português. Artistas, escritores, intelectuais, presidentes da República, a todos Columbano Bordalo Pinheiro “desvendou os segredos da alma” com a sua paleta sóbria, intimista e misteriosa.
Nascido em família de artistas, a pintura foi uma descoberta precoce e inevitável na sua vida. Do pai, Manuel Maria Bordalo Pinheiro, pintor e escultor de talentos reconhecidos, recebeu o dom e os primeiros ensinamentos.
Com apenas 14 anos, Columbano matricula-se na Academia Real de Belas-Artes em Lisboa para fazer um curso de sete anos que termina em menos de quatro. De personalidade vigorosa e rebelde não é o típico aluno exemplar mas aprimora e explora técnicas que farão dele um artista inconfundível. Completa a formação artística em Paris, como bolseiro, seguindo os mestres sem perder o traço original do seu poder criativo.
Muitos dos seus trabalhos iniciais auspiciam um caminho glorioso. Em 1881 revela-se já excelente retratista com o quadro que faz de Ramalho Ortigão. As grandes personalidades de um país que transitava da monarquia para a República posaram para o pintor: Antero de Quental, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Teixeira de Pascoaes e tantos outros ficaram de alma exposta num misterioso jogo de luz e sombra que Columbano usava com destreza e que por isso chegou a ser considerado o Rembrandt português!
Quando regressa de Paris, junta-se ao Grupo de Leão, uma tertúlia de artistas promissores que se reunia na cervejaria Leão e da qual faziam parte, entre outros, José Malhoa, Silva Porto e o seu irmão, Rafael Bordalo Pinheiro. Columbano grava na tela a imagem do grupo e produz em 1885 um dos seus mais célebres quadros exposto no museu do Chiado, em Lisboa. De um pintor que trabalhava todos os dias, que vivia para a pintura, é de esperar uma extensa lista de obras: muitas foram vistas em exposições no estrangeiro, outras valeram-lhe honrosas distinções como a medalha de ouro que recebeu em 1900 no Salão da Exposição Universal de Paris.
Com a  implantação da República, a 5 de Outubro de 1910 , Columbano foi um dos escolhidos pelo governo provisório a integrar a comissão encarregada de escolher o modelo da bandeira nacional. Terá sido ele o maior responsável pela escolha das cores e do desenho da nova bandeira  içada a 1 de dezembro de 1910.
Columbano dedicou-se também ao ensino, sendo professor da Escola de Belas-Artes em Lisboa durante 24 anos. Foi ainda o primeiro diretor do museu de Arte Contemporânea, cargo que manteve até à data da morte, a 6 de novembro de 1929.
http://ensina.rtp.pt/artigo/columbano-bordalo-pinheiro-1857-1929/
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pinturas dele...wikipédia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pinturas_de_Columbano_Bordalo_Pinheiro
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https://www.youtube.com/watch?v=Tv2GE2ENUnM
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via Eulália Valentim:
Foto de Eulalia Valentim.
"Concerto de Amadores" ou "Soirée chez lui", óleo sobre tela de Columbano Bordalo Pinheiro, 1882
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1876624765698229&set=p.1876624765698229&type=3&theater
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Pintor português, nascido a 21 de Novembro de 1857 em Lisboa, Columbano Bordalo Pinheiro pertencia a uma família ligada às artes e era irmão de Rafael Bordalo Pinheiro. É considerado o pintor mais significativo dos finais do século XIX. Foi aluno de seu pai, Manuel Maria Bordalo Pinheiro, de Miguel Ângelo Lupi e de Simões de Almeida. Parte para França em 1881, descobrindo a obra de Degas e Maneie, mas também a de Courbet e Deschamps. Foi professor da Escola de Belas-Artes de Lisboa e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, vindo a falecer em 1929. Embora frequentando os naturalistas, os temas do amor pela Natureza não o atraiam, conservando-se essencialmente como um retratista, influenciado pela escola flamenga e pela vertente sombria dos mestres espanhóis. Em Concerto de Amadores (1882), uma obra da juventude, apresenta já as linhas de força que virão a ocupar o sentido plástico do seu espaço pictural. Os castanhos e os negros imperam, o tratamento do claro-escuro acentua a encenação dramática. O retrato de D. José Pessanha (1885) constitui uma variação de ocres e cinzentos e toda a composição assume uma postura sabiamente informal. Columbano foi uma testemunha angustiada do quadro político-social dos finais do século. O Retrato de Antero de Quental (1889) parece profetizar o fim próximo do poeta-filósofo, ao mesmo tempo que simboliza toda a geração dos “Vencidos da Vida”.
Foto de Eulalia Valentim.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1876554549038584&set=a.282097105151011.82379.100000521703651&type=3&theater

17/11/2017

5.336.(17noVEMbro2017.13.31') Computador...Macintosh

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o meu 1.º computador foi 1 Machintosh
como este da fotografia
tenho que restaurar td o equipamento que lá tenho
a funcionar...até 2001

Hoje na História dos Computadores: A origem do nome Macintosh

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em 2001 comprei o "actual" computador que tem funcionado
sem problemas
com acrescento de memória
e 1 novo écran em 2009

16/11/2017

6.214.(16noVEMbro2017.7.7') AM2017.2021...Aqui vou colocando apontamentos das Assembleias Municipais

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2AM.21noVEMbro2017...
depois da tomada de posse é a 1.ª
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à terça-feira é mesmo para afastar público!!!
PAM, Luís Castelhano não aceitou a entrega dos Requerimentos de Informação!!!
Prefere actos burocráticos...
Declaração Política – Crítica sobre a reunião ser à terça-feira e algumas propostas

A CDU tem de fazer esta declaração directamente para si, Sr. Presidente da Assembleia Municipal, criticando a convocatória para uma terça-feira, à noite:
- Não podemos aceitar este constrangimento ao livre exercício da democracia:
- Não podemos ficar indiferentes às dificuldades provocadas aos eleitos e aos cidadãos que trabalham amanhã de manhã.
Depois queremos, desde já, apresentar propostas concretas:
- O espaço do Público tem de ser antes da ordem do dia e ampliado a 30’;
- A comissão Permanente deve preparar um plano das datas/horas/locais das Assembleias Municipais previstas para 2018, com a indicação também das descentralizadas e das temáticas adequadas.


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Requerimento de Informação sobre Plano Municipal de Emergência e sobre medidas concretas para a prevenção e combate aos incêndios

Na última Assembleia Municipal fizemos uma intervenção política, mais uma vez, sobre a questão da prevenção e do combate aos incêndios.
Estávamos todos chocados com o que tinha acontecido no norte do distrito de Leiria, em Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. Alguns criticaram-nos mas depois tivemos, nós, também um grande sofrimento em bens com o incêndio de 15.16 de Outubro de 2017, na União de Freguesias de Pataias e Martingança.
Para além da solidariedade queremos algumas informações objectivas essenciais.

Solicitamos assim,
ao abrigo do dec. 169/99, com a actual redacção na Lei 5-A/2002 de 11 janeiro a informação seguinte:

- Cópia do Plano de Emergência Municipal;
- Explicitação do que foi feito, duma forma sucinta, de concreto no nosso concelho após a referida Assembleia Municipal;
- Onde está o relatório objectivo e pormenorizado sobre o que aconteceu no nosso concelho em 15.16 de Outubro 2017 e o que foi implementado a seguir?
- O que o município fez em defesa das suas propriedades florestais?
- O que tem feito a Protecção Civil para evitar uma catástrofe na envolvente a diversos lugares do nosso concelho, rodeados de floresta, com imenso combustível, que poderá acontecer como aconteceu em tantos sítios que vimos em Junho e em Outubro e em tantos dias de anos anteriores?
- Porque é que os furos de alta qualidade de água existentes, nomeadamente em Coz, não estão em rede de forma alternativa ao da Ribeira das Paredes?
- Quando se prevê fornecimento de água com qualidade que evite que as freguesias do norte tenham de ferver a água para poderem consumir?


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Requerimento de Informação sobre PUBLICIDADE

Há excesso de placards publicitários, estando alguns em completa ruína e desleixo.
Há muita placa indicativa de empresa por todo o concelho, numa clara poluição visual, e numa falta de enquadramento do que deve ser feito em boa publicidade e promoção das nossas empresas.
Esperamos, ao menos, que a câmara tenha recebido correctamente, tratando todos por igual, o que está estabelecido em Regulamento.
No final duma campanha eleitoral os placards do PSD, transformam-se em placards publicitários e multiplicam-se pela cidade e pelo concelho de Alcobaça.
O principal cartaz de propaganda PSD.2017, de repente tornou-se cartaz da Mostra Doces Conventuais.2017. Urge transparência e clarificação. A CDU pretende acompanhar estes "concursos"/Adjudicações directas, esperando que a  câmara desenvolva mecanismos de transparência, com critérios claros, divulgados em tempo e de acordo com os procedimentos adequados.  Além de SER URGE PARECER.

Solicitamos assim,
ao abrigo do dec. 169/99, com a actual redacção na Lei 5-A/2002 de 11 janeiro a informação seguinte:

- Cópia de Regimento ou/e normas actualizado(as);
- Indicação de quanto paga cada empresa pela colocação de estruturas de tamanho médio e gigante na cidade e nas freguesias e respectivo preçário;
- A quem compete retirar a publicidade sobre eventos passados, publicidade sem qualquer eficácia. Informação de quem regula  e quem cuida pelo cumprimento técnico do regulamento/normas sobre esta área;
- Listagem de pagamentos, por entidade/empresa, receita de publicidade, pagos no ano de 2016 e desde 1 jan 2017, até 31 de outubro de 2017, com síntese da razão do pagamento.


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques
Luís Crisóstomo
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os 2 eleitos da CDU fizeram um resumo no dia seguinte:
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Resumo dos pontos da ordem do dia.

Aos 21 dias do mês de Novembro do ano de 2017, realizou-se pelas 21:00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, a 2ª Assembleia Municipal de Alcobaça do presente mandato, de carácter extraordinário.
Nos pontos da ordem do dia constavam 28 pontos para discussão. Como parte do compromisso feito pela CDU e seus eleitos aos seus eleitores, cabe-nos o dever de divulgar o sentido de voto dos eleitos pela CDU na AM, e o sentido das restantes bancadas.
No ponto 1º desta AM Extraordinária, votou-se a constituição da Comissão Permanente da AM. Esta comissão, composta por 5 elementos eleitos pelo método de Hondt a partir do sufrágio popular do passado dia 1 de Outubro, do qual se constituiu a presente AM, não permitia à CDU reclamar qualquer lugar. Foi apresentada uma lista única, que foi aprovada pela maioria, com a abstenção da bancada da CDU e outro deputado.
O 2º ponto em discussão foi a nomeação de um Presidente de Junta, eleito no último acto eleitoral, para representar o município no próximo congresso da Associação Nacional de Municípios, a realizar em Portimão. Foram apresentados dois candidatos: o socialista Sérgio Rocha (Presidente de Junta de Freguesia de Maiorga) e o Social-Democrata Leonel Ribeiro (Presidente de Junta de Freguesia de Alfeizerão). Este último seria eleito com 17 votos, contra 8 do candidato do PS e 6 votos em branco (onde se conta a bancada da CDU).
De seguida, no 3º ponto, votou-se pela celebração de um contracto entre o Município de Alcobaça e a OESTCIM – Associação Intermunicipal do Oeste, para modernização da iluminação pública com vista à poupança energética e defesa ambiental. A CDU votou em consonância com as restantes bancadas na aprovação desta medida. A preocupação da CDU com o ambiente é primordial na sua política. Além disso, a utilização de Fundos Europeus, como neste caso, para um bem comum a todos os munícipes e até, com o compromisso nacional de modernização do país, é algo pelo qual sempre nos batemos. O nosso sentido de voto não poderia ser, em respeito pelos nossos princípios e pelos nossos apoiantes, outro.
Para o ponto 4 da AM, verificou-se novamente unanimidade na aprovação da renovação do programa de cooperação “Granjas da Maçã” e o seu alargamento à Freguesia de Bárrio. A deputada da CDU, Clementina Henriques, usou da palavra, saudou este procedimento pela sua eficácia e eficiência, e apelou a que esta prática se alargasse a outras freguesias, e outras áreas de acção e entregou a declaração do sentido de voto da CDU ao Sr. Presidente da Mesa da AM, Dr. Luís Félix Castelhano.
Quanto ao ponto 5, referente ao acordo celebrado entre o Município de Alcobaça e as Águas de Portugal, a votação voltou a ser unanimemente favorável, com a CDU a votar também favoravelmente.
Os pontos 6 e 7, relativos ao IMI e ao IRS respectivamente, foram alvos de condenação e voto contra por parte da CDU, contrariamente ao sentido de voto das restantes bancadas, que votaram favoravelmente. Os deputados da CDU, Clementina Henriques e Luís Crisóstomo, usaram da palavra em ambos os pontos, e entregaram os documentos fundamento o seu sentido de voto à Mesa da AM.
No 8º ponto desta Assembleia Extraordinária discutiu outro imposto municipal, a Derrama. Aqui, a moção foi aprovada com maioria, mas a bancada do PS juntou-se à da CDU no voto contra a proposta do executivo camarário. Clementina Henriques expressou as reservas pela bancada levantadas e entregou a respectiva missiva à Mesa.
Os pontos 9 a 28, sendo todos eles de similar natureza, pedidos de regularização de actividade pelo interesse público municipal, foram apresentados e discutidos em conjunto. Destes, destaque ao ponto 24, em que a bancada do PS requereu o adiamento da votação sobre este, por forma a ser fornecidas mais e melhores informações aos deputados da AM. No entanto, o ponto 28 foi o maior alvo de críticas, pedidos de esclarecimento e objecções. Estas vieram de todas as bancadas da oposição (CDU, PS e CDS), e todas elas no sentido do adiamento da votação para mais esclarecimentos do Executivo da Câmara. Em causa, a doação de um edifício em situação ilegal, na Freguesia de Pataias, pela Caixa de Crédito Agrícola de Leiria para a Freguesia. Esta acção pouco clara mereceu a intervenção do deputado Luís Crisóstomo, que expôs a posição da CDU, e entregou a respectiva transcrição de sentido de voto, recomendando o adiamento e, caso viesse a votação no dia, de voto contra esta resolução. Aproveitando ainda o uso da palavra, o deputado condenou a marcação da AM para uma Terça-feira, dia de trabalho, por em nada beneficiar a participação nem dos deputados eleitos nem do público em geral.
Em resposta às objecções levantadas, o Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça, Dr. Paulo Inácio, acedeu no adiamento dos pontos 24 e 28 para a próxima AM Ordinária, a realizar em Dezembro.
Os pontos 9 a 23, e 25 a 27, foram, como vem sendo o sentido de voto da CDU, aprovados pela bancada e restantes forças políticas, com pontuais abstenções de elementos de outros partidos.



Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques
Luís Crisóstomo
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Ordem de trabalhos
SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE 21 DE NOVEMBRO DE 2017 Período da Ordem do Dia (AUTARQUIAS) PONTO UM - 
ELEIÇÃO DOS VOGAIS DA COMISSÃO PERMANENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALCOBAÇA, DE ACORDO COM O N.º 1 DO ARTIGO 25.º DO REGIMENTO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL EM VIGOR. ------ 
Esta comissão, composta por 5 elementos eleitos pelo método de Hondt a partir do sufrágio popular do passado dia 1 de Outubro, do qual se constituiu a presente AM, não permitia à CDU reclamar qualquer lugar. Foi apresentada uma lista única, que foi aprovada pela maioria, com a abstenção da bancada da CDU e outro deputado.
(AUTARQUIAS) PONTO DOIS - 
ELEIÇÃO DE UM PRESIDENTE DE JUNTA DE FREGUESIA PARA PARTICIPAR NO XXIII CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MUNICÍPIOS PORTUGUESES A REALIZAR NO DIA 09 DE DEZEMBRO DE 2017 EM PORTIMÃO, CONFORME CIRCULAR 68/2017/AM DE 23 DE OUTUBRO DE 2017.-
Foram apresentados dois candidatos: o socialista Sérgio Rocha (Presidente de Junta de Freguesia de Maiorga) e o Social-Democrata Leonel Ribeiro (Presidente de Junta de Freguesia de Alfeizerão). Este último seria eleito com 17 votos, contra 8 do candidato do PS e 6 votos em branco (onde se conta a bancada da CDU).
 (AUTARQUIAS) PONTO TRÊS – 
COMUNIDADE INTERMUNICIPAL DO OESTE (OESTECIM) E OUTROS – CONTRATO DE GESTÃO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS DE MELHORIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA – MINUTA - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
A CDU votou em consonância com as restantes bancadas na aprovação desta medida. A preocupação da CDU com o ambiente é primordial na sua política. Além disso, a utilização de Fundos Europeus, como neste caso, para um bem comum a todos os munícipes e até, com o compromisso nacional de modernização do país, é algo pelo qual sempre nos batemos. O nosso sentido de voto não poderia ser, em respeito pelos nossos princípios e pelos nossos apoiantes, outro.
(AUTARQUIAS) PONTO QUATRO – 
ASSOCIAÇÃO DE FREGUESIAS GRANJAS DA MAÇÃ – MINUTA DE PROTOCOLO DE PARCERIA - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
verificou-se novamente unanimidade na aprovação da renovação do programa de cooperação “Granjas da Maçã” e o seu alargamento à Freguesia de Bárrio. A deputada da CDU, Clementina Henriques, usou da palavra, saudou este procedimento pela sua eficácia e eficiência, e apelou a que esta prática se alargasse a outras freguesias, e outras áreas de acção e entregou a declaração do sentido de voto da CDU ao Sr. Presidente da Mesa da AM, Dr. Luís Félix Castelhano.

Quanto ao ponto 5, referente ao acordo celebrado entre o Município de Alcobaça e as Águas de Portugal, a votação voltou a ser unanimemente favorável, com a CDU a votar também favoravelmente.
Declaração Política – Voto a favor .4.  Associação de Freguesias “Granjas da Maçã”.

Votamos a favor da proposta aprovada por maioria na Câmara e gostaríamos de perceber a razão da abstenção dos vereadores do PS, visto que não consta declaração de voto.

A CDU concorda que haja um “prémio” especial, de incentivo, da Câmara para quem se associa, pelo que a transferência regular de uma verba é um caminho correcto…

A CDU sempre defendeu que as freguesias se associassem para poderem rentabilizar meios diversos, nomeadamente de máquinas e humanos e pela possibilidade de assim, associadas, poderem concorrer a programas nacionais ou da União Europeia.



Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
PONTO CINCO –
 ÁGUAS DE PORTUGAL SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SOCIEDADE ANÓNIMA E OUTROS – ACORDO PARASSOCIAL - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO.-
 votação voltou a ser unanimemente favorável, com a CDU a votar também favoravelmente.
 (FINANÇAS LOCAIS) PONTO SEIS – 
IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS (IMI) – FIXAÇÃO DE TAXA PARA VIGORAR NO ANO DE DOIS MIL E DEZOITO - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
Os pontos 6 e 7, relativos ao IMI e ao IRS respectivamente, foram alvos de condenação e voto contra por parte da CDU, contrariamente ao sentido de voto das restantes bancadas, que votaram favoravelmente. Os deputados da CDU, Clementina Henriques e Luís Crisóstomo, usaram da palavra em ambos os pontos, e entregaram os documentos fundamento o seu sentido de voto à Mesa da AM.
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Declaração Política – Voto contra .6.  IMI e a alternativa CDU.

Votamos contra, a proposta aprovada por unanimidade na Câmara. A redução ínfima de 0,015%  é irrisória!

Criticamos, especialmente, a falta de alternativa e de ambição dos vereadores do PS, que, ainda por cima, se comprometem para todo o mandato, até 2021! O palavreado da sua declaração de voto é mesmo muito paleio na “ambição de ajudar”, “justiça social para os nossos concidadãos”, “caminhada colectiva”, em que, “As pessoas são o primeiro e mais importante activo do concelho de Alcobaça”
Esperamos que o governo PS e maioria de esquerda na Assembleia da República permita esse objectivo de redução do IMI para os 0,3%!

A CDU defendeu que Alcobaça atingisse o mínimo da lei no ano passado, como alguns concelhos vizinhos já o fizeram: 0,3%!

A CDU há muito que defende que todos os alcobacenses sejam tratados por igual e não só os dos 3 centros históricos (Alcobaça, Aljubarrota e São Martinho do Porto) nas isenções das taxas de licenciamentos em obras particulares…

Um outro aspecto fundamental que a CDU quer relevar é que a câmara (com as Juntas de Freguesia) devia disponibilizar competências técnicas para apoiar os pequenos proprietários na reavaliação do seu património, visto que na sua grande maioria se encontra sobreavaliado.

Tendo em conta a tragédia havida na União de Freguesias de Pataias.Martingança, somos a favor, na CDU, para que a Câmara delibere numa próxima reunião, uma medida excepcional, duma isenção total do IMI (prédios rústicos e urbanos) no próximo ano para quem viu arder as suas árvores ou teve que fazer obras de restauro da sua casa pelos efeitos do fogo.


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
 (FINANÇAS LOCAIS) PONTO SETE – 
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES (IRS) – FIXAÇÃO DE TAXA VARIÁVEL PARA VIGORAR NO ANO DE DOIS MIL E DEZOITO - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. --
Os pontos 6 e 7, relativos ao IMI e ao IRS respectivamente, foram alvos de condenação e voto contra por parte da CDU, contrariamente ao sentido de voto das restantes bancadas, que votaram favoravelmente. Os deputados da CDU, Clementina Henriques e Luís Crisóstomo, usaram da palavra em ambos os pontos, e entregaram os documentos fundamento o seu sentido de voto à Mesa da AM.
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Declaração Política – Voto contra .7.  IRS.

Votamos contra, a proposta aprovada por unanimidade na Câmara.
Não concordamos que se abdique desta receita. A CDU sempre discordou desta abertura da Lei das Finanças (do tempo em que António Costa era Ministro) em que os Municípios puderam passar a competir entre si, para perder até 5% da colecta de IRS dos cidadãos do concelho.
Os municípios devem competir saudavelmente doutras formas!
Discordamos desta possibilidade de discriminar cidadãos em relação aos impostos nacionais.
Estamos completamente em desacordo que os municípios possam fazer este número de poupar uns euros aos seus munícipes, naturalmente, aos que têm melhores rendimentos do trabalho, à custa da diminuição da sua receita municipal transferida do estado.
Depois, na realidade, com a percentagem aprovada, só quem tem excelentes salários é que consegue ter uma nota de benefício, os outros só têm o benefício de algumas moedinhas!!!
O caminho correcto, político, é o que vai acontecer mais uma vez no Orçamento de Estado 2018, onde todos os portugueses, onde todos os alcobacenses, com mais baixos salários, vão ter redução efectiva de IRS.



Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
(FINANÇAS LOCAIS) PONTO OITO – 
LANÇAMENTO DE DERRAMA – ANO DE DOIS MIL E DEZASSETE - APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
No 8º ponto desta Assembleia Extraordinária discutiu outro imposto municipal, a Derrama. Aqui, a moção foi aprovada com maioria, mas a bancada do PS juntou-se à da CDU no voto contra a proposta do executivo camarário. Clementina Henriques expressou as reservas pela bancada levantadas e entregou a respectiva missiva à Mesa.
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Declaração Política – Voto contra .8.  Derrama e sugestões de incentivos.

Votamos contra, apesar de nós estarmos a favor deste imposto municipal, bem como temos memória do que defendemos há anos: defendemos a isenção total das micro, pequenas e médias empresas com resultados de exercício inferiores a 150 mil euros anuais.
Discordamos, portanto, dos Vereadores do PS e do CDS que querem acabar com a Derrama.
Os pequenos e os trabalhadores pagam tudo e os grandes e os agiotas levam-nos tudo!
Estamos contra esta falsa política de austeridade!
Estamos preocupados com a política nacional que permite que as grandes empresas deixem de contribuir para as reparações das nossas estradas ou de outras infra-estruturas que custam tanto ao município.
Temos dezenas de balcões de bancos, seguradoras, grandes superfícies comerciais e outras grandes empresas no nosso concelho.
Será porque as suas sedes estão em offshores ou outros paraísos fiscais?
Reivindicámos estudo preciso de quem contribuiu para a pouca receita da Derrama dos últimos anos. Quase nada de nada!
Daí o voto contra de protesto!
Queremos política fiscal justa com incentivos e daí recomendarmos à Câmara que traga, com urgência, propostas concretas como as que agora apresentamos: Isenção total da Derrama, durante os 4 anos do mandato, para quem se fixe no nosso concelho, em 2018, que seja:
1.     jovem empresário ou mulher empresária;
2.     empresa que tenha sofrido com o incêndio de 15.16 out2017.


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques

Luís Crisóstomo
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO NOVE - 
ANTÓNIO DO COITO DA SILVA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
Os pontos 9 a 28, sendo todos eles de similar natureza, pedidos de regularização de actividade pelo interesse público municipal, foram apresentados e discutidos em conjunto. Destes, destaque ao ponto 24, em que a bancada do PS requereu o adiamento da votação sobre este, por forma a ser fornecidas mais e melhores informações aos deputados da AM. No entanto, o ponto 28 foi o maior alvo de críticas, pedidos de esclarecimento e objecções. Estas vieram de todas as bancadas da oposição (CDU, PS e CDS), e todas elas no sentido do adiamento da votação para mais esclarecimentos do Executivo da Câmara. Em causa, a doação de um edifício em situação ilegal, na Freguesia de Pataias, pela Caixa de Crédito Agrícola de Leiria para a Freguesia. Esta acção pouco clara mereceu a intervenção do deputado Luís Crisóstomo, que expôs a posição da CDU, e entregou a respectiva transcrição de sentido de voto, recomendando o adiamento e, caso viesse a votação no dia, de voto contra esta resolução. Aproveitando ainda o uso da palavra, o deputado condenou a marcação da AM para uma Terça-feira, dia de trabalho, por em nada beneficiar a participação nem dos deputados eleitos nem do público em geral.
Em resposta às objecções levantadas, o Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça, Dr. Paulo Inácio, acedeu no adiamento dos pontos 24 e 28 para a próxima AM Ordinária, a realizar em Dezembro.

Os pontos 9 a 23, e 25 a 27, foram, como vem sendo o sentido de voto da CDU, aprovados pela bancada e restantes forças políticas, com pontuais abstenções de elementos de outros partidos.
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DEZ - 
ANTÓNIO DOS SANTOS – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO ONZE 
– ARLINDO DE OLIVEIRA COSTA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DOZE - 
COUTO & LOURENÇO, LIMITADA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO TREZE - 
FERNANDO QUITÉRIO LOPES – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO CATORZE –
 FERNANDO VICENTE – PRODUÇÃO E COMÉRCIO DE SUÍNOS, LIMITADA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO (MGD 6451/17).-
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO QUINZE – 
FERNANDO VICENTE – PRODUÇÃO E COMÉRCIO DE SUÍNOS, LIMITADA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO (MGD 23657/17). -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DEZASSEIS –
 JORGE VIEIRA – PRODUTOS PARA AGRICULTURA, LIMITADA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DEZASSETE –
 MANUEL MARTINHO LOPES TERESO - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DEZOITO – 
MARÍLIA DA SILVA GUERRA MADALENO – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO DEZANOVE –
 MARMALCOA – TRANSFORMAÇÃO DE MÁRMORES, LIMITADA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE –
 MATEUS ANSELMO RIBEIRO – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E UM –
 NELCARNES – COMÉRCIO DE CARNES, LIMITADA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. ---
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E DOIS – 
PAULO JORGE FAZENDEIRO TERESO – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. --
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E TRÊS – 
RAMISTONE UNIPESSOAL, LIMITADA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E QUATRO –
 SORGILA – SOCIEDADE DE ARGILAS, SOCIEDADE ANÓNIMA - PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO.-
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E CINCO – 
SUIPEC – AGRO-PECUÁRIA, LIMITADA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. (MGD 15180.17) -
(ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E SEIS –
 SUIPEC – AGRO-PECUÁRIA, LIMITADA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. (MGD 15182.17) - 
PONTO VINTE E SETE – 
SUIPEC – AGRO-PECUÁRIA, LIMITADA – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DO INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL NA REGULARIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTO OU INSTALAÇÃO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. (MGD 15185.17) -
 (ORDENAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA) PONTO VINTE E OITO –
 CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE LEIRIA, COOPERATIVA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA – VIABILIZAÇÃO DE USOS E AÇÕES EM ÁREA INTEGRADA NA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL – PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE AÇÃO DE RELEVANTE INTERESSE PÚBLICO – APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO. -
Os pontos 9 a 28, sendo todos eles de similar natureza, pedidos de regularização de actividade pelo interesse público municipal, foram apresentados e discutidos em conjunto. Destes, destaque ao ponto 24, em que a bancada do PS requereu o adiamento da votação sobre este, por forma a ser fornecidas mais e melhores informações aos deputados da AM. No entanto, o ponto 28 foi o maior alvo de críticas, pedidos de esclarecimento e objecções. Estas vieram de todas as bancadas da oposição (CDU, PS e CDS), e todas elas no sentido do adiamento da votação para mais esclarecimentos do Executivo da Câmara. Em causa, a doação de um edifício em situação ilegal, na Freguesia de Pataias, pela Caixa de Crédito Agrícola de Leiria para a Freguesia. Esta acção pouco clara mereceu a intervenção do deputado Luís Crisóstomo, que expôs a posição da CDU, e entregou a respectiva transcrição de sentido de voto, recomendando o adiamento e, caso viesse a votação no dia, de voto contra esta resolução. Aproveitando ainda o uso da palavra, o deputado condenou a marcação da AM para uma Terça-feira, dia de trabalho, por em nada beneficiar a participação nem dos deputados eleitos nem do público em geral.
Em resposta às objecções levantadas, o Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça, Dr. Paulo Inácio, acedeu no adiamento dos pontos 24 e 28 para a próxima AM Ordinária, a realizar em Dezembro.

Os pontos 9 a 23, e 25 a 27, foram, como vem sendo o sentido de voto da CDU, aprovados pela bancada e restantes forças políticas, com pontuais abstenções de elementos de outros partidos.
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA – PCP/ PEV

Declaração Política – Voto contra .28. Mais uma vez o SER e o PARECER.


A CDU prefere/recomenda que este ponto não seja votado aqui e agora. Defendemos que a Câmara pondere melhor esta deliberação. Reúna com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Leiria, que com certeza, não se importará de doar o andar, directamente, à IPSS de Pataias/Martingança em vez de doar à Junta. Aliás toda a oposição (CDU.PS.CDS) foi unânime, em câmara, no final do mandato anterior, para este procedimento.
Votamos contra, a proposta aprovada pela MAIORIA PSD na Câmara, com abstenção dos 2 vereadores do PS e a ausência do vereador CDS.

Nós não esquecemos a história deste edifício construído, ilegalmente, em REN e em zona de defesa da potencialidade hídrica, da zona de abastecimento de água a toda a zona norte do concelho.

 A CDU em câmara, pelo vereador Rogério Raimundo, informou da sua posição:
Como sabemos em política, e não só, HÁ O SER E O PARECER. Depois há uma diferença substancial entre a entrega da CCAM à Junta de Freguesia e a uma IPSS de Pataias/Martingança; os objectivos da economia social são bem diferentes da economia política pública; tem níveis de abrangência diferentes.


Os Eleitos da CDU
Clementina Henriques
Luís Crisóstomo
 Período Depois da Ordem do Dia (Reservado à intervenção do público - 15 minutos)
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foto do Vereador do PS - César Santos
Foto de Carla Moreira.
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